A evolução do relacionamento (ou uma análise minha sobre o que é viver ao lado de alguém)‏

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Eu costumo dizer que a nossa geração (minha e da Isa) é a mais privilegiada. Nascemos e fomos criados na era pré internet, então conseguimos aproveitar aquela fase boa da infância, com toda a tranquilidade e visão reservada que podíamos ter.
Já a nossa adolescência foi junto com o furor da internet e com todas as novidades que ela trouxe. Junto com ela, aconteceu a abertura das portas para ver o mundo.
Falando nisso: Nossa, como o mundo é diferente daquilo que a gente viveu quando crianças, né?! Ele é muito mais interessante, evoluído e plural do que estávamos acostumados.
Hoje em dia eu consigo ver claramente como lá atrás, naquela época de infância, nossa visão do relacionamento entre homem e mulher era muito primitivo, acabava se resumindo àquela evolução monótona do “conhecer alguém – apresentar aos pais – noivado – casamento – filhos – netos e ponto final” Tudo parecia padronizado, sem reviravoltas e sem escapatória.
Essa foi a época em que eu tinha certeza que nunca teria um relacionamento duradouro com ninguém.
Bom, de agora em diante nesse texto, estou me sentindo muito velho muito mais intelectualizado do que o costume. Me desculpem, mas vamos lá…
Acho que a popularização do divórcio foi o grande divisor de águas e a grande alavanca para o relacionamento.
Na minha época de infância parece que só existiam casais tradicionais, estabelecidos e monótonos. Não sei se foi apenas coincidência, mas foi bem na época do boom da internet que eu comecei a ver todo esse cenário mudar. Eu lia colunas, assistia matérias e via depoimento de pessoas que simplesmente não estavam felizes no seu relacionamento. Elas se divorciavam e seguiam com a vida atrás de uma realização pessoal, junto a uma outra pessoa, ou não.
A partir disso parece que o relacionamento entre o homem e a mulher passou a ser, de fato, uma escolha e não apenas o desenrolar natural da vida. E, olha só, foi aí também que ficou explicito para o mundo que o relacionamento não precisava ser só entre o homem e a mulher, não era o homem saindo para trabalhar e a mulher cuidando da casa, um casal não precisava necessariamente ter filhos e etc. Não existe um padrão quando se trata da relação entre duas pessoas.
Foi aí que eu comecei a cogitar a possibilidade de viver um relacionamento.
Corta aqui pra mim, com meus 25 anos, namorando a 4 e morando com a Isa. Um relacionamento que me satisfaz completamente e que não tem nada a ver com aquela ideia minha de criança, ele é dinâmico, cheio de novidades e sem nenhum tipo de rotina. Olha só, eu nunca cheguei e pedi a Isa em namoro, não somos casados mas moramos juntos.
Isso é exatamente o contrario do que eu tinha como modelo de relacionamento, mas é tudo que eu sempre quis.
Essa é a minha visão da evolução do relacionamento nessas poucas décadas que eu vivi. Será que já pensaram e escreveram sobre isso décadas atrás? Será que meus filhos também vão ver alguma mudança no relacionamento entre casais? Será que minha visão ainda tem o que mudar nas próximas décadas?
Bom, isso só o tempo vai dizer, mas o que eu tenho a dizer agora é que esse é o melhor momento, acho que continuamos vivendo na geração mais privilegiada de todas 😀

Namorados e outros rótulos

Hoje é dia dos namorados e não tem como fugir desse tema em lugar nenhum, muito menos por aqui!
Nunca fui muito de ligar para esses rótulos e já até contamos que nunca existiu um “pedido oficial” de namoro entre a gente, simplesmente chegou uma hora que estávamos namorando.
Esses rótulos não funcionam muito bem pra gente, mas com certeza eles têm uma importância grande e acabam resumindo muito bem o momento de um casal. Ficantes, namorados, noivos, casados, pais, avós e etc.
Quero passar por tudo isso com você, mas sem nunca deixar de lado a melhor parte de cada um desses momentos. A empolgação e o friozinho na barriga dos ficantes, a determinação e a tranquilidade dos namorados, o sonho e o planejamento dos noivos, a seriedade e as surpresas do casamento, a realização e responsabilidade dos pais, o mimo e a serenidade dos avós e quem sabe até bisavós!
Não quero deixar nenhum desses momentos de lado e tenho vontade de passar, comemorar e curtir muito todos esses rótulos ao seu lado.
Te amo, feliz dia dos namorados.

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4 Anos.

4 anos atrás nem passava pela minha cabeça namorar alguém. Juntar as escovas de dentes então, nem se fala. Quando você surgiu na minha vida colocou tudo de cabeça para baixo, todos meus conceitos sobre companheirismo, parceria, alegria, cumplicidade e principalmente os planos para o futuro. Antes eu não tinha nenhum, agora, a cada mês que passa bolamos vários.
Todos dizem que, conforme o tempo passa, a convivência ou fica mais difícil, ou fica monótona. De novo você veio para abalar esses conceitos, já que conforme o tempo passa, me sinto mais a vontade e a fim de viver novas experiências ao seu lado.
Eu me empolgo muito com essas datas “redondas” e comemorativas porque me faz lembrar a quantidade de coisas que já passamos juntos, mas principalmente me faz projetar o tanto mais que ainda está por vir. Se já sou tão feliz e realizado pelo que vivemos e conquistamos nesses 4 anos, imagina nos próximos 10. Ou 20, ou 30, ou sei lá mais quanto tempo temos de vida…
Porque uma coisa eu sei: enquanto estiver vivo, quero estar ao seu lado. Se não não tem graça nenhuma!

Feliz 4 anos para nós, meu amor!

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